A Reforma Moderna Contemporânea da Igreja Católica

O Compêndio do Vaticano II é uma compilação de documentos fundamentais da reforma da Igreja Una, Santa, Católica, Apostólica e Romana, do Concílio Vaticano II, que aqui no Brasil, foi organizado pelo Frei Frederico Vier OFM e Frei Boaventura Klopenburg OFM. 

Para entender o Concílio Vaticano II, deve compreendê-lo como resultado de uma Assembleia de Cardeais e bispos do mundo inteiro, no país do Estado Soberano de Vaticano, que fica na cidade de Roma (Itália), ocorrido de 1962 a 1965.

O Concílio para ter acontecido, foi convocado pelo Papa João XXIII, que convidou autoridades eclesiásticas a fim de tratarem de assuntos dogmáticos e regime disciplinar da Igreja Católica. Durante o concílio, João XXIII faleceu e foi eleito Papa Paulo VI que continuou e concluiu. A necessidade do concílio foi de que a Igreja Católica devia dar respostas às esperanças da humanidade, atualmente, para se concretizar a sua missão profética, pastoral e régia. A finalidade foi de confirmar e edificar a fé cristã católica, renovar os costumes, reformar a liturgia, o trabalho pastoral e o trabalho missionário, adaptar a disciplina eclesiástica do clero, responder questões de conflitos ideológicos sobre o socialismo, o capitalismo, a evolução tecnológica, a ciência e a cultura diversificada, a fim de compreender melhor a sua doutrina e promover o ecumenismo e o diálogo inter-religioso, a fim, também, de ressaltar a importância dos católicos leigos, da educação cristã e da liberdade religiosa. 

Assim, de forma sintética, o Vaticano II teve os seguintes documentos:

I) Constituições Dogmáticas: 1) Lumen Gentium (Luz das Nações: sobre a Igreja em si); 2) Dei Verbum (Verbo de Deus: a revelação de Deus na Palavra, "Sagradas Escrituras");

II) Constituição Pastoral: Gaudium et Spes (Alegre e Esperança: a Igreja no mundo de hoje);

III) Constituição Litúrgica: Sacrossanctum Concilium (Sacrossanto Concílio: reforma litúrgica da Igreja Católica):

IV) Decretos: 1) Unitatis Redintegratio (Restabelecimento da Unidade: união dos cristãos pelo Ecumenismo); 2) Orientalium Eclesiarum (Das Igrejas Orientais: relacionamento da Igreja Católica Romana com as Igrejas Católicas Ortodoxas Orientais); 3) Ad Gentes (Para os Povos: sobre a atividade missionária da Igreja); 4) Christus Dominus (Cristo Senhor: o múnus pastoral dos bispos); 5) Presbyterorum Ordinis (Da Ordem dos Presbíteros: sobre o ministério e a vida dos presbíteros, os padres); 6) Perfectae Caritatis (Da Perfeita Caridade: atualização dos costumes das ordens religiosas); 7) Optatam Totus(Todo Escolhido: sobre a formação sacerdotal dos padres); 8) Apostlicam Actuositatem (Da atividade apostólica: o valor do apostolado dos leigos); 9) Inter Mirifica (Dos meios admiráveis: a relação da Igreja com os meios de comunicação social).

V) Declarações: 1) Gravissimum Educationis (Da educação importantíssima: sobre a educação cristã e sobre as escolas católicas); 2) Dignitatis Humanae (Da dignidade humana: sobre a questão da liberdade religiosa); 3) Nostra Aetate (Nossa Alegria: a relação da Igreja Católica com os não cristãos).

Pode-se concluir que este documento compilado da Igreja Católica, atualmente, é o mais importante para se aplicar, interna e externamente, como manifestação de sua presença perante a humanidade. Todo católico deveria lê-lo para ter conhecimento sobre a fé que professa e porque segue os costumes litúrgicos, bem como pode atuar no mundo da sua realidade como missionário e agente pastoral. 

Escrito por Rangel às 01h08
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A jornada do Mago de RAM

O Diário de Um Mago é uma obra autobiográfica do Paulo Coelho escrita em 1986, que ele relatou sua peregrinação pelo Caminho de Santiago de Compostela, região de Galiza, entre os países da França à Espanha. .

Paulo Coelho sempre quis ser escritor de motivação espiritual e resolveu escrever o seu diário como Mago, para mostrar como foi sua transformação e travessia de homem comum para um ser espiritualista místico e esotérico.

A jornada de setecentos quilômetros do mago ocorre às duras lições ensinadas pelo seu guia e mestre Petrus, o qual lhe ensina rituais e segredos mágicos, de modo simples e na vida diária das pessoas.

 Há a lição a respeito dos cruzados, que lutavam em nome do ideal da defesa da Terra Santa percorrida por Cristo, as figuras religiosas de França e Espanha, e a grande lição de Paulo de Tarso de se fazer um Bom Combate, em busca do seu próprio autoconhecimento, encantamento por coisas simples da vida e reflexão sobre suas próprias atitudes e pensamentos.

O cunho principal da jornada de Santiago é a busca de sua espada e reexaminar o que aprendeu das práticas da Tradição RAM (Regnus Agnus Mundi – Reino Mundial do Cordeiro – ordem católica que estuda a linguagem simbólica cristão do mundo fundada em 1492),  como compreender a natureza, os sonhos e a busca da paz interior profunda. Nesta travessia, o protagonista deve encarar e superar seus medos, suas culpas, suas impotências e suas vaidades. Aprende o mago que a paciência se exige paciência para não só buscar o sonho, mas compreender a linguagem do mundo a fim de se concretizar a magia (transformação ou mudança de realidade).

O livro é muito bom e envolvente, encanta com sua linguagem literária pela observação das paisagens e faz o leitor se envolver com o que acontece no caminho, principalmente, quando o protagonista enfrenta e luta contra um cão.

 

Vale a pena ler a obra magnífica do escritor brasileiro mais lido de todos os tempos. 

Escrito por Rangel às 01h16
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A Deus, meu caminho

Deus é luz, é salvação

Quem temerei?

Deus é minha proteção

A quem me guiarei

Firme com Ele está meu coração

Sigo-O com determinação e contemplação

Busco iluminar-me e também evoluir

A força divina vem me intuir

O teu caminho Ele me mostra

Feliz eu vou viver

O Senhor me conforta

Assim quero dom ser

A esperança me move

E continuo seu fiel

Sua Justiça é minha sina

Oh, Deus de Israel

Dê pão aos famintos

Protege os oprimidos

Com seu elo, eu me sinto

Seu profeta destemido

Transforme-me no seu fiel seguidor

Infunde-me mais o seu amor

De poder amar a todos 

Até os inimigos

Que supere qualquer dor

Liberte--me dos perigos

Abrigo-me em ti, oh grande Yahweeh

Regozije sua paz com minha sincera fé

Quero estar sempre ao teu lado

Assim tenho certeza a tua verdade

Quero ser seu sacerdote dedicado

Que transforma a realidade

E amém seja seguir o seu caminho

Minha vida está em tuas mãos

Convicção de não estar sozinho

Infunde-me com suas bençãos

Escrito por Rangel às 22h07
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22 de Abril

Hoje é dia de reflexão e comemoração, de completar mais um ano de vida e de pensar novamente na vida, o que fiz, realizei e deixei de fazer e o que pretendo fazer. Pois é... a vida, por mais que programamos e planejamos, e eu achando que poderia controlá-la, é uma caixinha de surpresas boas, inesperadas e não tão boas. Mas, tudo vale a pena vivê-la, quando se adquire experiência e lição de vida. O que fazer com essas situações? E como adequar e adaptar a vida com o inesperado e o que foi planejado. 

Pessoalmente, quis ser cientista, primeiro, depois engenheiro, padre, cineasta, apresentador de televisão, político, juiz de direito, advogado, executivo, professor, pesquisador, empresário, palestrante, psicanalista, jornalista, teólogo, filósofo, escritor, cantor de rap, pop e MPB. 

Mas, profissionalmente, tornei-me advogado, com experiência já de 16 anos, professor de matemática há 7 anos, pesquisador voluntário há 3 anos, palestrante voluntário há 17 anos. Outras funções me pegaram de surpresa, como auxiliar de pappiloscopista, locutor, coordenador, diretor jurídico, assessor jurídico e parlamentar.

Escrevo desde os 12 anos de idade, mas só fui registrar 2 livros e ainda não publiquei nenhum. Alguns artigos científicos foram publicados e o blog aqui há 10 anos de existência. 

Enfim, as surpresas foram tantas. A melhor delas foi a minha filha Monalise, princesa do meu coração, mudanças repentinas de cidade, como foi Ourinhos, Americana e até Franca. Amores que viram e se foram também foram surpresas. 

Assim, continua o show da vida, o show de que o dinamismo vital não pode parar. Agradeço a Deus, a meus familiares e aos meus amigos por estar aqui exercendo minha consciência pensamento em ação e existência na busca da essência em evolução

Escrito por Rangel às 02h29
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2015

Dois mil e quinze - o ano de provação em todos os sentidos. Foi difícil desde o começo, apesar das alegrias. Comecei o ano, indo para Brasília, onde presenciei a Posse da Presidente da República Dilma Rousseff, na qual votei no 1º e 2º turnos, em 2014, acreditando no projeto de continuar as mudanças sociais no Brasil.  Ela começou o ano com problemas, tendo Eduardo Cunha, seu principal inimigo político, eleito como Presidente daCâmara dos Deputados Federais, além de que a maioria dos deputados federais eleitos foram de posição ideológica conservadora, ou seja, de direita. A crise econômica acentuou, aumentaram-se os preços de produtos da cesta básica, dos combustíveis, dos eletrodomésticos, dentre outros, o que desencadeou o efeito cascata no aumentos dos preços, bem como gerou inflação em torno de 11% durante o ano, aumentou o desemprego, houve elevação do dólar que chegou a R$ 4,00. O Governo Federal anunciou medidas de cortes de gastos do orçamento público, suspendeu concursos e reajuste aos servidores públicos federais, diminuiu recursos do programa "Minha Casa, Minha Vida" e do PAC, alterou datas dos abonos do PIS e PASEP, propôs o retorno do CPMF, que no Congresso, em primeiro momento, não foi aprovado. Os impostos foram aumentados, encerrando desonerações em vários setores da economia. Tais medidas foram duras, mas foram necessárias por causa da diminuição da arrecadação orçamentária federal, o que desencadeou a diminuição da popularidade da Dilma. Depois, veio a questão do fator político, que o Governo perdeu votações importantes para a oposição por causa do Eduardo Cunha, como principal articulador e manipulador, destacando o não encaminhamento da Reforma Política proposta pelos movimentos sociais, mas andamento de Reformas Eleitorais propostas pelos deputados federais. O único item que o Governo Federal conseguiu vitória, por causa do STF, foi o fim de financiamento empresarial das campanhas eleitorais. Não houve prosseguimento da regulamentação dos meios de comunicação social. Outro fato importante foi a reforma ministerial, que cortou 8 ministérios e chegou a reduzir gastos na saúde e no Bolsa Família. Diante de tal cenário político, movimentos da direita brasileira organizaram 5 dias de protestos de mobilização nacional, pedindo impeachment da Dilma e até intervenção militar. Mas, os movimentos sociais mostraram também a sua cara, que mobilizaram contra o impeachment e "Fora, Golpe", apoiando Dilma na presidência. Houve crise com o PMDB e Michel Temer, porque o partido não foi unânime em defender a Dilma, até que Eduardo Cunha aceitou o pedido de impeachment proposto por juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. Entretanto, com Ação do PC do B, no STF, o impeachment foi suspenso e regulamentado seu trâmite para travar manobras do Eduardo Cunha, que também recebeu denúncia na Comissão de Ética, pedindo seu afastamento por improbidade administrativa. O cenário político no final de 2015 foi de guerra entre governo e oposição. 

Voltando para Franca, fiz compromissos por mim mesmo, em continuar estudando, lendo, analisando questões porifssionais, cursos para se fazer e otimizar o tempo e recursos para alcançar os objetivos, que constei para ser aprvoado no mestrado na Unesp de Franca, advogar para conseguir maior número de processos particulares, continuar a lecionar no Estado de São Paulo, continuar a faculdade de administração pública e a pós-graduação em gestão pública, e viabilizar possibilidade de constituir empresa de Assessoria e Consultoria Jurídica.

Fiz 2 semanas de atualização do Novo Código de Processo Civil. Primeiramente, foi na LFG Franca, "O Novo CPC e suas repercussões nos demais ramos do direito". Depois, fiz "1ª Semana de Atualização do Novo Código de Processo Civil" no Damásio Educacional, unidade Franca. Foram ótimas palestras para se atualizar e se preparar para conhecer o novo CPC. 

Também, no começo do ano, treinei violão e pratiquei meditação, com interiorização e Tai Chi Chuan. No decorrer do ano, continuei exercícios de musculação, treinamento Sanchou (Boxe Chinês) e kung fu. Dei poucas aulas particulares para o meu aprendiz Eduardo e a turma que ela formou com as crianças na casa dele. No preparo físico, continuei a musculação com ganho de massa muscular no ombro, peito e costas, além de definição nos braços. 

Participei das reuniões do NEPPS (Núcleo de Estudos de Políticas Públicas), grupo de estudos da Unesp de Franca, da Comissão das Relações de Consumo e da Comissão OAB vai à Escola, ambas da OAB 13ª Subsecção Franca. Pela Comissão das Relações de Consumo, fiz parte da organização da II Semana de Relações de Consumo, do dia 24 a 27 de agosto, na Casa de Advogado de Franca, que foi muito proveitosa e fui mestre de cerimônia do dia da palestra da Dra. Daiene. Pela Comissão OAB vai à Escola, fiz palestra na Escola Estadual Agostinho Lima de Vilhena, com tema sobre Cidadania e Alimentos. No final do ano, após as eleições da OAB Seccional e Subsecional, teve Homenagem às Comissões, evento que recebi diplomas de Honra ao Mérito por participar das referidas comissões. 

Neste ano, peguei duzentena da Lei Estadual º 1093/2007, do contrato de professor temporário, categoria O, o que dificultou minhas condições financeiras no primeiro semestre. Diante disso, busquei novos casos particulares como advogado, que os companheiros do partido, vieram me trazer novas causas: uma trabalhista, duas administrativas e três cíveis, no decorrer do ano.  Outros 22 processos foram do convênio da assistência judiciária. Em agosto, depois da duzentena, retornei às aulas, lecionando matemática nas escolas estaduais: Angelo Gosuen (agosto e setembro), Adelina Pasquino Cassis (agosto, novembro, dezembro), Sérgio Leça Teixeira (outubro) e Michel Haber (novembro).

Diante da situação da educação, de que o Governo Estadual não deu reajuste aos professores, apoiei a causa da greve dos professores, quando participei em 3 Assembleias Estaduais da APEOESP na cidade de São Paulo. A greve foi intensa, 92 dias, tendo nenhum resultado efetivo de reajuste, mas houve promessa do governo, que demorou cumprir em alterar a Lei Estadual 1093/2007, de que o contrato dos professores temporários fosse de 2 para 3 anos, com diminuiação de duzentena para 180 dias de que professores temporários não pudessem pegar aula, e que os professores temorários voltassem a ter direito ao IAMSPE. Outra causa judicial ganha foi de que o Governo do Estado de São Paulo teve que pagar os dias parados para os professores efetivos e temporários grevistas.  A luta foi difícil, mas houve esta pequena conquista. Por fim, houve a proposta da reorganização escolar do Governo do Estado de São Paulo, que insurgiu o movimento estudantil secundarista contra tal medida considerada autoritária, ou seja, sem diálogo com estudantes, professores, pais e sociedade civil, o que desencadeou a ocupação de 221 escolas em várias cidades do Estado, o que fez o governo recuar, o que então revogou o Decreto Estadual da reorganização escolar. Foi uma grande vitória dos estudantes e daqueles que os apoiaram como a Apeoesp, unversidades, como USP, Unicamp, Unesp, movimentos sociais, como MST, MTST, além de artistas e intelectuais. 

Há de acrescentar que neste ano, assisti da 2ª até o início da 5ª temporada de "Game of Thrones", e a 3ª e 4ª temporada de "Heroes", além do início da 1ª temporada de "Heroes Reborn".  

Em relação à Igreja Católica, pelas CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), participei do Encontro e Seminário Estadual dos Assessores das CEBs em Franca, do dia 10 a 12 de abril, o que foi muito bom. Depois, participei mais assiduamente nas reuniões do Grupo Fé e Política e Direitos Humanos da Paróquia Nossa Senhora Aparecida Capelinha de Franca, pelo qual organizamos a I Semana Social Paroquial, que foi realizada do dia 24 a 28 de julho, com palestras ótimas com Padre Valdomiro, Dr. Paulo Borges, Frei Silvestre, Frei Dito e Dom Paulo Roberto, com tema "Fé e Compromisso Social". Depois, pelo CNLB (Conselho Nacional do Laicato do Brasil) Diocese de Franca, tivemos 2 reuniões, uma organizativa e outra, representativa no ano, sendo participei representando o Conselho na Reunião das Realidades Eclesiais da Diocese e depois no Grito dos Excluídos no XXVIII Hallel, na Tenda Vocação, que foi realizado no Parque de Exposição Fernando Costa. Como assessor das CEBs, fui convidado para palestrar e fazer momento de formação na Paróquia Sagrado Coração de Jesus de Franca, onde abordei sobre "Pastoral da Acolhida: implantação, formação e atuação dos agentes" e "II Encontro de Formação e Capacitação para Lideranças". 

No meu aniversário, dia 22 de abril, ganhei novamente, de minha amada esposa Regiane, um Celular Motorola E, livro do Paulo Coelho pela Monalise e roupas por parte de minha mãe, pai e irmã. Foi muito boa a comemoração de 40 anos. 

Outro momento importante do ano para mim foi ir ao show do "Gabriel, o pensador" e "Negra Li" na Virada Cultural em Franca, dia 23 de maio, no Poliesportivo Pedrocão, que foi fantástico. E para acompanhar minha esposa, fui aos shows do "Luan Santana" e "Zezé Di Camargo & Luciano" no Expoagro, Parque Fernando Costa. 

Novamente, participei do processo seletivo para o Mestrado em Direito da Unesp em Franca, pelo qual passei na 1ª fase (Aprovação do Projeto), 2ª fase (dispensa por Aprovação de Proficiência de Língua Estrangeira Inglesa de 2013) e 3ª fase (Prova Escrita). Contudo, na entrevista, não deu certo. Contudo, resolvi prestar pela 1ª vez para o processo seletivo para o Mestrado Profissional em Planejamento e Análise de Políticas Públicas da Unesp Franca,  pelo qual fui aprovado em todas as fases (prova de proficiência língua inglesa, prova escrita, entrevista e arguição do projeto), que foi a minha maior conquista do ano, cujo curso começarei em março de 2016. 

Também, participei do processo seltivo para professor de matemática para o SESI Franca, pelo qual fiquei em 15º lugar na região de Franca e fiquei em 492º lugar, a nível estadual, como também, participei para o processo seletivo para professor de matemática financeira pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, na Escola Técnica Estadual Dr. Júlio Carodoso (Industrial), pelo qual fiquei em 4º lugar. 

Por fim, outras grandes conquistas do ano foram:  que conclui o curso de graduação de Bacharelado em Administração Pública pela Universidade Federal São João Del Rei (UFSJ), Polo UAB Franca, sem pegar nenhuma dependência, com aprovação de nota 8,75 na Defesa do Trabalho de Conclusão de Curso, cujo tema defendi sobre "Princípio da Moralidade Administrativa nas Parcerias Público-Privadas" e conclusão de estágio no escritório Carlos Alberto & Scapim Advogados Associados, com nota 7,5 no Relatório Final. Continuei o curso de pós-graduação de Especialização em Gestão Pública pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Polo UAB Franca, pelo qual fiz todas as disciplinas sem dependência, o que para mim é uma grande realização e empreendimento de estudos. 

E deixo minhas listas de preferências que consto todo ano no meu Blog, conforme segue, de melhores livros que li ou estudei e filmes que assisti no cinema, em DVD ou na televisão:

 

MELHORES LIVROS DO ANO 2015:

1. Experimentar Deus: a transparência de todas as coisas - Leonardo Boff

2. Pálido Ponto Azul - Carl Sagan

3. Quando Nietzsche chorou - Irvin Yalou

4. Ramsés: a Dama de Abul-Simbel - Cristian Jacq

5. Ser como o Rio que flui - Paulo Coelho

6. Adultério - Paulo Coelho

7. Guerra das Guerrilhas no Brasil: a Saga do Araguaia - Fernando Portella

8. Genealogia da Moral - Friedrich Nietzsche

9. Além do Princípio do Prazer - Sigmund Freud

10. Quinze Lições para a Carrreira de Administradores - Leandro Vieira

11. O Ser e o Nada - Jean Paul Sartre

12. Constituição Federal Interpretada - Costa Machado

13. Laudato, Sí - Papa Francisco

14. A Ordem Econômica na Constituição de 1988 - Eros Roberto Grau

15. As Mil e Uma Noites: Contos Selecionados - Paulo Vasconcellos

 

MELHORES FILMES EM 2015:

1º. STAR WARS - EPISÓDIO VII: O DESPERTAR DA FORÇA

2º. OS VINGADORES 2: A ERA DE ULTRON

3º. CINQUENTA TONS DE CINZA

4º. INTERESTELAR

5º. JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA - PARTE 1

6º. JOGOS VORAZES: EM CHAMAS

7º. POMPEIA

8º. O EXTERMINADOR DO FUTURO: GÊNESIS

9º. ESPETACULAR HOMEM ARANHA 2: A AMEAÇA ESPECTRO

10º. DOCE NOVEMBRO

11º. STREET FIGHTER: PUNHO ASSASSINO

12º. DOCE VINGANÇA

13º. DRÁCULA: A HISTÓRIA NÃO CONTADA

14º. HERCULES

15º. DIVERGENTE

16º. RIDDICK 3: A ASCENSÃO

17º. JURASSIC WORLD: MUNDO DOS DINOSSAUROS

18º. MIB 3 - HOMENS DE PRETO 3

19º. IP MAN: A BATALHA FINAL

20º. A CULPA É DAS ESTRELAS

21º. TRUQUE DE MESTRE

 

Agradeço à Força Divina pelas bençãos e provações deste ano e desejo a todos paz, saúde, realizações, felicidades e prosperidade. A jornada militante da vida continua com a devida esperança e confiança na paz, justiça e solidariedade. 

 

 

 

Escrito por Rangel às 17h58
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EM BUSCA DA LENDA PESSOAL

O livro "O Alquimista" de Paulo Coelho narra a história do jovem pastor Santiago, do município de Andaluzia, Espanha, o qual teve um sonho repetido, como criança que, quando uma mão o levava para as pirâmides do Egito, onde lá estaria um tesouro secreto. 

 

Inculcado com o sonho, Santiago resolveu acreditar e realizar seu sonho, apesar de ser apenas uma possibilidade, quando um dia encontrou uma cigana, que interpretava sonhos na cidade de Tarifa. A cigana ouviu atentamente, a respeito do sonho de Santiago e disse ao jovem pastor seguir a mão do sonho. 

 

Antes de continuar a sua busca, Santiago se sentiu enganado pela cigana e furioso, quando um senhor sentou-se do lado dele no banco de uma praça, que o fez mudar de ideia a fim de acreditar mais no sonho que tivera. Ele falou do livro que portava e disse ao Santiago que ele deveria escolher seu próprio destino. 

 

Ao ouvir o conselho deste senhor, quando se revelou ser o Rei de Salém, Santiago vendeu todas suas ovelhas e comprou uma passagem para a África, a fim de encontrar o tesouro do seu sonho. Assim, Santiago deixou para trás seus desejos antigos, inclusive de casar com a filha do mercador. 

 

Ao acreditar no seu sonho, Santiago acreditou na sua lenda pessoal e quando se deseja algo intensamente, o universo conspira a seu favor e que para isso, deve seguir os sinais que a vida lhe proporciona, pois o cosmo tem sua linguagem. Quando foi comprar um livro, escolheu sobre Alquimia, que reporta a Pedra Filosofal e o Elixir da Vida.

 

Na sua viagem de peregrinação, Santiago encontrou um inglês e pediu informações a respeito do Alquimista, que poderia lhe ensinar a linguagem do universo, como o Rei de Salém lhe falou. Ele segue a caravana, procurando seguir sua razão de viver, como se fosse seu guia. 

 

Ao ler os livros sobre alquimia, Santiago pouco entendeu sobre mercúrio, sala, dragões e reis, até que encontrou sobre a Tábua da Esmeralda, que menciona a respeito da Alma do Mundo. 

 

Na peregrinação da busca, Santiago e o inglês encontraram uma moça sábia, Fátima, que falou sobre a linguagem do mundo e ela disse que os sonhos são sinais do "que está escrito". 

 

Ao atravessar o deserto junto com seu companheiro inglês, eles encontram o exército dos guerreiros de Allah, quando entre eles, encontra um adivinho. Este fala a Santiago que o dia presente sempre traz em si a eternidade e que só a Deus pertence o futuro. 

Depois, encontram Santiago e o inglês tribos do deserto e um local de oásis, conversam com seus chefes, quando finalmente encontram o Alquimista, o qual deixou bem claro que quem só encontram os tesouros são aqueles que encontraram a própria vida. 

 

Seguindo a cavalo, o Alquimista, Santiago percebeu que a linguagem que deveria seguir é escutar o seu coração, pois só assim na busca, encontra-se Deus, pois cada momento de busca é um momento de encontro. Chegam até um mosteiro, onde encontram um monge. De lá, Santiago segue o deserto sozinho e deixa seus companheiros para chegar até as Pirâmides do Egito, onde lá cavou bastante, quando identificou o local do sinal que tinha visto, até que encontrou o tesouro do seu sonho.

 

A obra literária “O Alquimista” é fantástica e formidável, com todos elementos necessários que a Crítica tanto analisa e conceitua nas Academias de Literatura. É uma aventura que faz o leitor viajar junto com o protagonista, que sente que há uma transformação interior a fim de evoluir, por isso, espiritual.

 

Paulo Coelho é um escritor fascinante, pois sabe cativar na sua linguagem simples e direta para uma leitura envolvente. Não é, à toa, que está entre os cinco escritores mais lidos do mundo, com uma vendagem de mais de 100 milhões de livros, além de ocupar a cadeira nº 21 da Academia Brasileira de Letras e ser homenageado como Mensageiro da Paz da ONU, Prêmio Cristal do Fórum Econômico Mundial e das academias literárias da Espanha, Estados Unidos, Croácia, Alemanha, Hungria, Ucrânia, Inglaterra, Sérvia, França, Itália, Polônia, Iugoslávia e Irlanda. Indiscutivelmente, o escritor brasileiro mais lido do mundo, e com certeza, o livro "O Alquimista" é o livro que vai ser imortalizado na grande literatura universal que servirá e ultrapassará gerações. 

Escrito por Rangel às 00h27
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DA FILOSOFIA À PSICANÁLISE

"Quando Nietzsche chorou" de Irvin Yalone é um livro grandioso de ficção misturada com realidade, psicologia e filosofia, que conta a história de que uma das possíveis paixões de Friederich Nietzsche, Lou Salomé, procurou o Doutor Josef Breuer, em Viena, para aceitar tratar o grande filósofo Nietzsche, professor catedrático de filologia na Unversidade de Basileia, que estava tendo depressão e crise existencial. O médico de 40 anos, Breuer, aceita a proposta de Salomé em tratar Nietzsche, que foi até ele por trama da jovem Lou. Ao fazer a consulta, Breuer percebeu a necessidade de ajudar Nietzsche a não cometer possível suicídio e seguir o plano. Breuer fez Nietzsche acreditar que ambos se beneficiaram com o tratamento terapêutico, sendo Nietzsche sendo tratado pela sua enxaqueca e Breuer pelo seu desespero. No decorrer da terapia, Breuer conversa com seu jovem amigo Sigmund Freud a respeito do tratamento de Nietzsche, o qual auxilia com suas ideias da terapia que futuramente se chamaria psicanálise, ou seja, tratar o paciente pela fala, para descobrir conscientemente a causa de seus problemas internos psicológicos, seja angústia, culpa, ansiedade e outras neuroses sintomáticas. No decorrer de tratamentos de Breuer e Nietzsche, Breuer abriu sua vida íntima com Nietzsche, algo que não faria com Freud, por ser amigo da esposa dele. Breuer revela a Nietzsche sua paixão retraída pela paciente Bertha, que aleijada, a tratava, terapeuticamente, pelo pseudônimo Ana O. Nietzsche, ao tratar Breuer, utiliza dos pensamentos que escreveu nos seus livros "Humano demasiado humano", "A Gaia Ciência" e "Além do bem e do mal" e que estava projetando seu livro "Assim falou Zaratustra". Nietzsche mostrou a Breuer que as pessoas se prendem e são escravizadas por convenções e pensamentos que incutiram nelas por educação e religião, e que a maioria das pessoas não pensam por elas mesmas. Nietzsche fala, veemente, para Breuer "Tonar-te quem você é", no sentido de que a pessoa deve ser o que ela seja pelo que pensa, independente, de fatores externos. Tal choque de terapia filosófica, Breuer muda sua vida, desfazendo seu casamento e abandonando a medicina, temporariamente, para se auto descobrir quem é, e isso faz dele se tornar um grande amigo de Nietzsche, pois ele compreendeu as ideias do filósofo. Desta terapia, surgiu uma grande amizade, e Nietzsche revelou a Breuer seus pensamentos mais íntimos em relação a Lou Salomé, por quem era apaixonado e desiludido. Breuer disse a Nietzsche que esquecera Bertha, por tê-la visto com outra pessoa, e percebeu que ela não era tão essencial para sua existência. Nietzsche fica intrigado e pergunta como Breuer fez isso, o qual revela que não sentia mais por ela, como sentia antes, por se descobrir dessa maneira. Diante das confidencialidades, Breuer revela a Nietzsche a respeito de que conhecera Lou Salomé, a qual pediu que o tratasse, deixando Friederich transtornado, mas que, finalmente, entende que as pessoas nunca vão atender às suas expectativas, e que diante disso, imagina como vai terminar o livro a respeito de Zaratustra. O livro é, realmente, incrível e surpreende, que faz o leitor refletir a respeito da vida e como expressar os sentimentos para superar situações de angústia e desespero. Vale a pena ler! Recomendo!!

Escrito por Rangel às 01h52
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GUERREIRO ANGUS

" Angus, o primeiro guerreiro" é o livro 1 da série Angus do escritor Orlando Paes Filho, de 7 volumes, que  é a história do filho de Briggid MacLachlan e de Seawulf Yatlansson, um nórdico na cidade de Cait, em em 849 d.C, hoje, atual Escócia, o fundador  do clã dos MacLachlan, O jovem Angus acompanha o pai Seawulf nas terras dos Anglos em batalhas, quando então descobre as injustiças e barbárie das lutas, o que deixará o jovem guerreiro desacreditado dos ideais das guerras. Ao perder o pai numa guerra, Angus sobrevive e encontra o monge Nennius, que vai se tornar seu mestre nos ensinamentos do Cristianismo, de como alcançar a justiça pela misericórdia e pelo amor do verdadeiro e único Deus. Após os ensinamentos de Nennnius, Angus parte para sua missão, compreendendo as verdadeiras virtudes, quando encontra duas mulheres guerreiras princesas, Gwenorra e Gwineth. Por Gwineth, Angus se apaixona e depois é escravizado, é treinado por Owain e se junta ao exército do guerreiro mentor e enfrenta os nórdicos em batalha naval, e vai de encontro contra Ivar, o general que matou seu pai Seawulf, e o enfrenta, não por vingança, mas por justiça, e o derrota em Duiblinn.  Depois, Angus enfrenta Sitric, que o derrota também. Então, Angus conhece o rei Aedh e é incorporado como guerreiro do exército do referido rei, e com suas ideias de estratégia de batalha naval, ganha a confiança de Aedh, que nomeia então Angus coo seu general. Há a batalha de Cair Gloui e depois reencontra Gwineth, que com ela se casa. Angus vai para a arena de Cair Lion e participa da batalha, e se encontra com Alfred, rei de Wessex. Gutbrum fica sitiado. Angus se encontra o monge Gaotb Cerriduren, que lhe entrega uma espada especial. Em Stonehenge, Angus tem a visão do leão de fogo.Gwineth foi morta numa batalha e Angus depois encontra Aideen em Iona e se casa com ela. O livro é muito bom e muito bem escrito, que faz lembrar a transição da alta para a baixa Idade Média. O livro é, realmente, uma verdadeira obra de arte literária produzida por um brasileiro. Recomendo. 

Escrito por Rangel às 01h51
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A FILOSOFIA ROMANCEADA (Parte III)

Depois, aborda-se Karl Marx, que foi um filósofo materialista de objetivo prático e político, pois teorizou de que as condições materiais de vida numa sociedade que determinam o pensamento e a consciência, e que tais condições são decisivas também para a evolução da história. São as condições materiais que determina as condições espirituais. As forças econômicas são as principais responsáveis pela mudança em todos os outros setores e, consequentemente, pelos rumos do curso da história. Então, as condições materiais sustentam todos os pensamentos e idéias de uma sociedade sendo esta composta por três camadas: embaixo de tudo estão as condições naturais de produção que compreendem os recursos naturais; a próxima camada é formada pelas forças de produção de uma sociedade, que não era só a força de trabalho do próprio homem, mas também os tipos de equipamentos, ferramentas e máquinas, os chamados meios de produção; a terceira trata das relações de posse e da divisão do trabalho, chamada de relações de produção de uma sociedade. Para ele, o modo de produção determina relações políticas e ideológicas que podem existir. Marx dizia que toda a história era a história das lutas de classes. Pensava a respeito do trabalho humano  que quando o homem labutava,  interferia na natureza e deixava nela suas marcas e vice-versa. Marx foi quem deu grande impulso ao comunismo e atacou fortemente o sistema capitalista, que vigorava em todo mundo, pois seu modo de produção era contraditório, um sistema econômico autodestrutivo, sobretudo porque lhe faltava um controle racional, pois se progressivo, aponta para o caminho do comunismo.  Quando o capitalismo cair, o proletariado tomaria o poder e surgiria uma nova sociedade de classes, através de uma transição pela ditadura do proletariado, até chegar na sociedade sem classes, ou seja, o comunismo, ou seja, de que os meios de produção pertenceriam a todos. Em tal estágio, cada um trabalharia de acordo com sua capacidade e ganharia de acordo com suas necessidades. Charles Darwin, por sua vez, foi um cientista que, mais do que qualquer outro em tempos mais modernos, questionou e colocou em dúvida a visão bíblica sobre o lugar do homem na criação. Darwin achava que precisava se libertar da doutrina cristã sobre o surgimento do homem e dos animais, vigente em sua época, e Ana sua obra “A Origem das Espécies”, defendeu duas teorias principais: em primeiro lugar, dizia que todas as espécies de plantas e animais existentes descendiam de formas mais primitivas, que viveram em tempos passados e pressupôs uma evolução biológica, e em segundo,  explicou que esta evolução se devia à seleção natural. Sigmund Freud, por sua vez, estudou medicina na Universidade de Viena, e analisou a tensão entre o homem e o seu meio, um conflito entre o próprio homem e aquilo que o seu meio exigia dele, o que então se elucidou o universo dos impulsos que regem o ser humano, com frequência, irracionais, que determinam os pensamentos, os sonhos e as ações das pessoas. Tais impulsos irracionais são capazes de trazer à luz instintos e necessidades que estavam profundamente enraizados no interior dos indivíduos. Freud chegara a conclusão da existência de uma sexualidade infantil por meio de sua prática, o que constatou que muitas formas de distúrbios psíquicos eram devidos a conflitos ocorridos na infância. Após um longo período de experiência com pacientes, concluiu Freud que a consciência seria mais ou menos como a ponta de um iceberg que se elevava para além da superfície da água, no caso onde está o subconsciente ou inconsciente, ou seja, tudo que se reprime pela mente. Nos Nossos Tempos, Hilde gostou bastante do presente que ganhara de seu pai e não parava a leitura por nada. Na manhã seguinte, Alberto ligou e marcou um encontro no "Café Pierre" para falar sobre o existencialismo, que é como ponto de partida única e exclusiva do que se passa no mundo, no qual teve Jean-Paul Sartre como seu representante. Depois dessa explicação, Alberto deu de presente a Sofia um livro. E Hilde já estava quase no final do livro e sentia que tinha prendido muita coisa desde que começara a ler “O Mundo de Sofia”, prosseguiu com a leitura. Sofia pegou um ônibus para voltar par casa e por coincidência sua mãe estava nele. Quando chegaram ao seu destino, desceram e passaram o resto do dia organizando e terminando os preparativos para a festa. Entre os que viriam, estava Alberto. Os convidados começaram a chegar. Vieram Jorunn e seus pais e alguns colegas do colégio onde Sofia estudava. Todos estavam ansiosos pela chegada do já comentado professor de filosofia de Sofia. Então ele chegou e fez um discurso que contava tudo que estava ocorrendo. Falou sobre Hilde e seu pai e que tudo que estava acontecendo e a existência de todos que estavam ali não passava de uma brincadeira inventada para divertir Hilde no dia de seu aniversário. Os pais de Jorunn acharam aquilo absurdo e a mãe de Sofia não estava entendendo nada. Então Sofia contou-lhes que teria que ir embora com Alberto. Sua mãe, mesmo triste, aceitou e os dois sumiram pela floresta. Então, Hilde refletiu sobre o que havia acontecido e ficou curiosa para saber onde os protagonistas daquela história teriam ido parar, o que realmente tinha acontecido, mas a história tinha acabado. Quando o pai de Hilde chegou ao aeroporto, encontrou várias mensagens como as que ele mandava para Sofia. Era sua filha pregando-lhe uma peça e enquanto isso Sofia e Alberto estavam indo para Lillesand para a residência de Hilde. Durante este percurso eles perceberam que estavam fazendo parte de outro mundo, uma espécie de mundo da eternidade.Hilde esperava o seu pai no jardim onde também já se encontravam Sofia e Alberto. Eles estavam invisíveis. Quando o Major Albert Knag e sua filha Hilde foram jantar, foram para o jardim conversar. Seu pai lhe fala sobre o universo e sua origem, pela teoria do Big Bang, que foi uma grande explosão cósmica ocorrida há bilhões de anos atrás, como também fala sobre astronomia, gravidade, inércia e da noite de Ano Novo antes dele viajar para o Líbano, quando foi que decidiu escrever-lhe o livro de filosofia. Hilde estava encantada. Enquanto isso, Alberto e Sofia estavam perto do lago, e foram até o barco e o soltaram. Por fim, o livro é fascinante, intrigante e genial, um romance muito bem elaborado, que parece confuso nas entranhas das histórias de Sofia e Hilde, mas que o autor faz o leitor perceber mundos paralelos do real e da literatura, além do próprio leitor, para demonstrar possibilidades o que pode ser a busca da verdade. O livro mostra a filosofia como busca que alimenta a mente humana para pensar, refletir e questionar. É uma excelente recomendação de leitura.

Escrito por Rangel às 01h49
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A FILOSOFIA ROMANCEADA (Parte II)

Desenvolveu-se uma filosofia cujo objetivo era obter prazer para a vida, através dos sentidos, com o máximo possível de satisfação e  se afastando de toda e qualquer forma de sofrimento. Desenvolveu-se uma ética do prazer de Aristipo e a teoria atômica de Demócrito, o qual ensinava que o resultado prazeroso de uma ação devia ser ponderado, por causa dos efeitos colaterais. Já, o neoplatonismo foi a mais importante corrente filosófica da Antiguidade, inspirada em Platão, que via o mundo como algo dividido entre dois pólos: numa extremidade estava a luz divina, Uno ou Deus e na outra, as trevas absolutas, o que exerceu forte influência na teologia cristã. Defendiam a experiência mística de experimentar a sensação de fundir sua alma com Deus, através de um caminho de purificação e iluminação através de uma vida simples. Percebe-se que há uma mística ocidental (judaísmo, cristianismo e islamismo ) de um Deus pessoal em fusão com a mística oriental (hinduísmo, budismo e religião chinesa ) de um Deus cósmico.  Passados alguns dias sem que Sofia nada recebesse do seu professor, até que veio um convite de sua amiga Jorunn para acampar próximo à cabana do major. Sofia entrou na casa de novo e descobriu cartões-postais do Líbano, endereçados a Hilde Knag. Sofia encontrou outro envelope amarelo e começou a ler sobre os indo-europeus, primitivos que viveram há mais ou menos quatro mil anos nas proximidades dos mares Negro e Cáspio, e se espalharam por diversos lugares: Irã, Índia, Grécia, Itália, Espanha, Inglaterra, França, Escandinávia, Leste Europeu e Rússia, formando o círculo cultural indo-europeu politeísta de visão histórica era cíclica. Na carta também mencionou que as duas grandes religiões orientais, hinduísmo e budismo, também, são de origem indo-europeia, assim como a filosofia grega, as quais enfatizam a presença de Deus em tudo (panteísmo), a vida reclusa e a metempsicose (tansmigração da alma). Já, os semitas pertencem a um círculo cultural completamente diferente, originários da península da Arábia e se expandiram para extensas e diferentes partes do mundo, e por eles, originaram as três religiões ocidentais: judaísmo,  cristianismo e islamismo – que são monoteístas, com visão linear da história, de que  houve a criação do mundo e a rebeldia do homem contra Deus e a partir de então, a morte passou a existir na Terra. Houve um pacto  entre Deus e Abraão e seus descendentes que exigia a obediência rigorosa aos mandamentos, que foi mais tarde renovado com a entrega das Tábuas da Lei a Moisés no monte Sinai. Os israelitas foram escravos no Egito, mas foram libertados e levados de volta a Israel onde se formou dois reinos: Israel (ao Norte) e Judá (ao Sul), que foram assolados por guerras, até chegar no nascimento de Jesus Cristo. Nesse contexto, nasceu Jesus, que o povo imaginava um messias como um líder político, militar e religioso, libertador de todo o mundo. Mas Jesus apareceu com pregações diferentes das que vigoravam e admitia publicamente não ser um comandante militar ou político, mas que o Reino de Deus era o amor ao próximo e aos inimigos. Jesus conversava com prostitutas, corruptos e inimigos políticos, que pudessem  pedir perdão pelo que faziam. Assim, acreditou-se que depois de sua crucificação, Jesus tinha ressuscitado, fato este que se baseou toda a fé cristã para disseminar o evangelho, sendo que quem mais se destacou foi o fariseu Paulo, que se converteu ao cristianismo e fez suas viagens missionárias pelo mundo greco-romano transformando com o tempo, o cristianismo numa religião universal. Quando Paulo esteve em Atenas, houve um choque entre a filosofia grega e a doutrina cristã, sendo que  Paulo esclareceu que a busca por Deus está dentro de cada ser humano. Com a expansão do cristianismo, surgiram as primeiras profissões de fé, os credos, que resumiram os dogmas cristãos. Depois, a Sofia recebeu um telefonema de Alberto dizendo que de agora em diante não haveria mais cartas e marcou um encontro para lhe falar sobre a Idade Média. Eles se encontraram numa igreja antiga construída na época medieval, de madrugada, sendo que o professor estava vestido de monge e começou a falar sobre a Idade Média para Sofia. O professor falou sobre a contradição entre Deus e razão, quando surgiu Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino. Agostinho dividiu o mundo entre bem e mal e mesclou sua concepção filosófica com a de Platão, resumindo que o mal era a ausência de Deus. Tomás cristianizou Aristóteles, fez uma síntese da fé e do conhecimento, o qual sintetizou sua teologia de que para chegar a Deus é pela revelação cristã e pela razão dos sentidos.  Na noite seguinte Sofia teve um sonho com Hilde, e quando acordou, achou uma corrente de ouro com uma cruz. No outro dia,  Sofia viu o cão Hermes no jardim de sua casa e foi até ele que a conduziu para um casarão onde encontrou um cartão destinado a Hilde com data antecipada. Então, encontrou Alberto, que explicou sobre o Renascimento, que foi o período de apogeu cultural que fez nascer de novo a arte e a cultura da Antiguidade, sendo que o homem voltou a ocupar o centro de todas as coisas (antropocentrismo) ao contrário do que ocorria na Idade Média (teocentrismo), portanto, o humanismo. A Igreja aos poucos foi perdendo seu poder e monopólio no que se refere à transmissão do conhecimento. O humanismo foi marcado pelo individualismo, o que então, desenvolveu-se um novo método científico, investigação da natureza mediante a observação e a experimentação, o que surgiu o método empírico. Durante alguns dias, Sofia não teve notícias de Alberto, quando recebeu cartões-postais pelo pai de Hilde.  Então, foi novamente ver Alberto, que veio lhe falar sobre o século XVII, o período barroco, que tem sua origem numa palavra que significa "pérola irregular", pois sua arte valorizou as formas opulentas, cheias de contrastes, com aspectos marcados pela vaidade e pela irracionalidade, tendo de um lado guerras e de outro o surgimento de potências na Europa como a França. No aspecto social barrroco, a principal característica foram as diferenças de classes. Destacam-se na época: William Shakespeare, Calderón de la Barca e Ludvig Holdberg. Neste contexto histórico, surgiu René Descartes, que foi uma pessoa que se dedicou muito a viagens pela Europa e foi o fundador da filosofia moderna, o qual foi seguido por Spinoza, Leibniz, Locke, Berkeley, Hume e Kant. Descartes elaborou um sistema filosófico, cujo objetivo foi encontrar respostas para as questões filosóficas mais importantes, como a relação entre corpo e alma, publicou sua obra “Discurso do método”, que explica que não se deve considerar nada como verdadeiro, até que se aplique o método matemático à reflexão da filosofia, para assim provar as verdades filosóficas como se prova um princípio de matemática, ou seja, empregando a razão. Para chegar a um conhecimento seguro, parte-se da dúvida de tudo. Acreditou na existência de Deus como algo tão evidente quanto o fato de que alguém que pensa era um ser. Baruch Spinoza foi um filósofo holandês que recebeu influências de Descartes, pertencente à comunidade judaica de Amsterdã,  excomungado por heresia, por ter contestava a Bíblia, e sua filosofia é enxergar as coisas sobre a perspectiva da eternidade, portanto, ele era panteísta, ou seja, achava que Deus estava presente em tudo que existia. Na ética, Spinoza entendia como a doutrina viver uma boa vida. Como racionalista, Spinoza pretendeu mostrar que a vida é governada pelas leis da natureza. Passaram-se duas semanas sem contato, Sofia reencontrou Alberto, que falou sobre Locke, um filósofo empírico, o qual deriva todo o seu conhecimento pelos sentidos e seu principal livro é “Um ensaio sobre o entendimento humano”, o qual explica em primeiro lugar, de onde o homem retira seus pensamentos e suas noções e em segundo, se podia confiar nos sentidos. Acreditou Locke que todos os pensamentos e noções eram reflexo daquilo que sentimos ou percebemos através de nossos sentidos, como extensão, peso, forma, movimento e número das coisas. As secundárias eram as que não reproduziam as características verdadeiras das coisas e sim o efeito que essas características exteriores exerciam sobre os nossos sentidos. Assim, Locke discerniu conhecimento intuitivo e demonstrativo. David Hume, por sua vez, considerou de eliminar todos os conceitos obscuros e os raciocínios intricados criados até então, e retornou à forma original pela qual o homem experimenta o mundo, quando constatou impressões de um lado, e idéias, de outro, podendo ser ou simples ou complexas. A noção complexa precisa ser decomposta em noções menores para se chegar a um método científico de análise das ideias. George Berkeley foi um bispo irlandês que elaborou a filosofia e a ciência de seu tempo baseadas no materialismo. Berkeley dizia que tudo que existia era só o que percebíamos e que aquilo que percebíamos não era matéria ou substância, de que todas as idéias tinham uma causa fora da consciência, mas que esta causa não era de natureza material e sim de natureza espiritual. A alma pode ser a causa das próprias idéias, mas só outra vontade, só outro espírito podia ser a causa das idéias que formavam o mundo material. Afirmava que tudo que se vê e se sente um efeito da força de Deus. Depois, Hilde Knag acordou na casa do capitão, nas proximidades de Lillesand, foi até a janela, e no dia de seu aniversário de quinze anos, lembrou-se de que seu pai estaria de volta do Líbano em uma semana. Na janela, ela observou o jardim e depois viu no criado mudo que havia um grande pacote, embrulhado num papel de presente e viu um livro datilografado “O Mundo de Sofia”, o qual começou a ler. Posteriormente, aborda-se o iluminismo, movimento que caracterizou o pensamento europeu do século XVIII, baseado na crença do poder da razão e do progresso, na liberdade de pensamento e na emancipação política. Muitos filósofos iluministas tinham uma crença inabalável na razão humana. Immanuel Kant é outro grande filósofo, que nasceu em Königsberg, na Prússia Oriental (atual Alemanha), que sistematizou sua filosofia tanto pelos sentidos quanto pela razão, pois a razão contém pressupostos importantes para o modo como o mundo é percebido. Kant explica que o espaço e o tempo pertenciam à condição humana, sendo propriedades da consciência e não atributos do mundo físico. Afirmou que a consciência se adapta às coisas e vice-versa, sendo que a lei da causalidade é o elemento componente da razão humana eterna e absoluta, pelo fato de que tudo o que acontecia dentro de uma relação de causa e efeito, há os limites bem claros de um conhecimento seguro a respeito da existência de Deus e de que o universo era ou não infinito, o que faz a razão operar fora dos limites daquilo que os seres humanos poderiam compreender. Existiam dois elementos que contribuíam para o conhecimento do mundo: a experiência e a razão. Aborda-se depois o Romantismo, que começou na Alemanha, no fim do século XVIII, como  reação à parcialidade do culto à razão apregoado pelo iluminismo e durou até século XIX, e que tinha como ordem o sentimento, a imaginação, a experiência e o anseio. Kierkegaard, de Copenhague disse que a filosofia da unidade dos românticos e o historicismo de Hegel tinham tirado do indivíduo a responsabilidade pela sua própria vida, e que mais importante do que a busca de uma verdade, era a busca por verdades que são importantes para a vida de cada indivíduo. Dizia Kierkegaard que a verdade era subjetiva, não no sentido totalmente indiferente o que se pensa ou aquilo em que se acredita, mas que as verdades realmente importantes são pessoais, e que daí as possibilidades de existência de estágio estético, estágio ético e estágio religioso. O estágio estético vive o momento e visa sempre o prazer, o estágio ético é marcado pela seriedade e por decisões consistentes, tomadas segundo padrões morais, e quem vive no estágio religioso prefere a fé ao prazer estético e aos mandamentos da razão. Georg Wilhelm Friedrich Hegel, por sua vez,  reuniu e desenvolveu quase todos os pensamentos surgidos entre os românticos, e empregou o conceito espírito do mundo, ou razão do mundo, referindo-se à soma de todas as manifestações humanas, de que a verdade é basicamente subjetiva e contestava a possibilidade de haver uma verdade acima ou além da razão humana. As bases do conhecimento mudam de geração para geração e, por conseqüência, não existiam verdades eternas. Hegel dizia que a razão é algo dinâmico e que fora do processo histórico, não existe qualquer critério capaz de decidir sobre o que era mais verdadeiro e o que era mais racional.  Hegel acreditava que quando se refletia sobre o conceito de "ser" não tinha como deixar de lado a reflexão da noção oposta, o "não ser" e que a tensão entre esses dois conceitos só seria resolvida pela ideia de transformar-se, atribuir importância enorme àquilo que chamou de forças objetivas: a família e o Estado. Hegel acreditou que o espírito do mundo se mostra ao indivíduo em três estágios: em primeiro lugar, o espírito do mundo se conscientiza de si mesmo no indivíduo (chama-se de razão subjetiva); depois, atinge um nível mais elevado de consciência na família, na sociedade e no Estado (chama-se de razão objetiva); e enfim atinge a forma mais elevada de autoconhecimento na razão absoluta (arte,  religião e filosofia). 

Escrito por Rangel às 01h49
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A FILOSOFIA ROMANCEADA (Parte I)

A obra-prima “O Mundo de Sofia” de Jostein Gaarder conta a história da menina Sofia, de quinze anos de idade, que morava com sua mãe e com seu pai ausente por causa do trabalho. Num dia, voltando da escola, Sofia encontrou dois pequenos envelopes brancos que continham indagações sobre a vida e a origem do mundo. Depois, ela recebeu um cartão-postal para ser entregue a Hilde. Com os envelopes, Sofia foi refletir em um esconderijo no jardim de sua casa, que considera o Éden da Bíblia. No conteúdo do envelope amarelo, aborda que as pessoas têm preferências por diversos assuntos, e que algumas questões  deveriam interessar a todos como saber quem somos e de onde viemos, e por isso, devemos procurar nossas respostas e conhecermos respostas de outras épocas para formar uma opinião própria. O professor de filosofia das cartas faz referência ao truque mágico do coelho tirado da cartola, o qual quer passar a idéia de que também fazemos parte de um grande mistério e que temos consciência de que estarmos participando de um enigma e procuramos explicações para isso. Depois no mesmo dia, Sofia recebe um outro envelope amarelo que tem a citação de que para ser um bom filósofo é ter a capacidade de se admirar com as coisas.

 No dia seguinte Sofia leu sobre a visão mitológica do mundo, relatando de que os mitos surgem da necessidade de justificar fenômenos, o que muitas vezes, achou-se que as coisas aconteciam de acordo com os deuses. Por volta de 700 a.C. Homero e Hesíodo registraram por escrito boa parte da mitologia grega, até que surgiu Xenófanes, que foi um filósofo crítico, que questionou os mitos pelo fato de seus representantes terem sido criados à imagem e semelhança das pessoas. Depois, vieram os filósofos da natureza, os primeiros pensadores gregos que se interessaram pelos processos naturais e partiram do pressuposto de que sempre existiu alguma coisa, e que as transformações no meio ambiente eram decorrentes de uma substância básica. A partir da observação dos fatos, explanações mitológicas e até religiosas foram superadas pela filosofia, no sentido de pensar de forma científica os fenômenos naturais.  Tales achou que a água era um elemento fundamental, que se originava tudo. Anaximandro pensou que a Terra era um entre vários mundos surgidos de alguma coisa,o qual denominou como infinito.  Anaxímenes criou a ideia de que o ar é a substância básica de todas as coisas. Parmênides pensou que nada podia vir do nada e se o nada  existisse, poderia se transformar em outra coisa. Heráclito pensou que a principal característica da natureza são as constantes transformações. Empédocles, por sua vez, sintetizou Heráclito e Parmênides, o qual elaborou a ideia da existência quatro elementos básicos: terra, ar fogo e água. Anaxágoras  declarou que as coisas são constituídas por pequenas partículas invisíveis a olho nu, chamadas sementes ou germens e que há uma força superior, uma inteligência responsável pela criação das coisas. Demócrito foi o último filósofo da natureza, que imaginou a constituição das coisas por partículas indivisíveis, minúsculas, eternas e imutáveis, os átomos.  Depois, Sofia recebeu a carta do seu professor de filosofia que pedia desculpas por recusar o convite e escreveu seu nome Alberto Knox. Sofia percebeu um cão labrador com um envelope amarelo na boca e foi atrás dele, quando conseguiu pegar a carta que mencionava a filosofia em Atenas e de Sócrates. Atenas foi a cidade do surgimento dos sofistas e que Sócrates foi contemporâneo deles. Os sofistas se declaravam sábios perante a sociedade, mas Sócrates não se reconhecia desta forma, mas que buscava o conhecimento. Sócrates ousou mostrar às pessoas que elas sabiam muito pouco, pois sua preocupação é o alicerce seguro para os conhecimentos. Por isso que foi acusado de corromper a juventude e de não reconhecer a existência dos deuses, julgado  e condenado à morte. Posteriormente, Sofia encontrou mais um dos envelopes amarelos e desta vez veio uma fita de vídeo, que na sua casa, assistiu-o que se referia a uma grande cidade,  Atenas, a capital grega e da Acrópole e seu significado, sobre os templos, o teatro de Dioniso, o Areópago (teatro ao ar livre), a praça do mercado, os tribunais, os edifícios públicos e o ginásio de esportes. O professor aparece no vídeo e apresenta Platão, que foi discípulo de Sócrates e o acompanhou em sua condenação, pois publicou um discurso em defesa de seu mestre perante o júri, além de ter escrito uma coletânea de cartas de trinta diálogos filosóficos e fundou sua própria escola de filosofia, a Academia. Platão elaborou sua filosofia baseada no eterno e imutável, perante a natureza, a moral e a sociedade, idealizando uma realidade autônoma por trás do mundo dos sentidos, que denominou de o mundo das ideias, que continha todas as coisas primordiais e que a nossa realidade é reflexo deste tudo existente. Platão teorizou na dualidade humana e que a alma deseja se libertar do corpo, este que é dividido em cabeça (razão), peito (vontade) e baixo-ventre (desejo ou prazer). Por isso que Platão idealizou o Estado-modelo dirigido por filósofos, os quais seriam a cabeça, os governantes; os sentinelas são o peito ou a defesa; e os trabalhadores seriam então o baixo-ventre. Depois, Sofia permaneceu em seu esconderijo refletindo sobre as ideias, quando num domingo, resolveu ir floresta adentro a fim de encontrar Alberto Knox, quando atravessou um lago de barco a remo e chegou numa cabana. Lá, ela viu a carteira de estudante Hilde Knag. Ela pegou um novo envelope e leu seu conteúdo, o qual se tratava de Aristóteles, que foi aluno da Academia de Platão, natural da Macedônia, o qual teve seu projeto filosófico no interesse da natureza viva, o qual se utilizou da razão e dos sentidos em seus estudos, e criou uma linguagem técnica usada até hoje pela ciência. Aristóteles baseou sua filosofia na realidade e na razão inata. Tudo na natureza possui a probabilidade de se concretizar numa realidade inerente. Assim, Aristóteles raciocinou que tudo na natureza há relação de causa, efeito e finalidade. Portanto, todas as coisas existentes devem ser ordenadas em diferentes grupos, categorias e subgrupos. Aristóteles foi um organizador do conhecimento e fundador da ciência e da lógica. Sobre a ética, Aristóteles pregava a moderação para que se pudesse ter uma vida equilibrada e harmônica, para alcançar a felicidade real, de que para isso, deve-se fazer integração de três fatores: prazer, ser cidadão livre e responsável e viver como pesquisador e filósofo. Aristóteles chamou o homem de ser político e classificou a existência de governos em monarquia, aristocracia e  democracia. Depois, menciona-se sobre o final do século IV a.C. até por volta de 400 d.C., que foi um longo período denominado helenismo, ou seja, a predominância da cultura grega nos três grandes reinos helênicos: Macedônia, Síria e Egito. O imperador Alexandre foi importante nesta época, pois conseguiu unir persas, Egito e todo o Oriente, a Índia e a civilização grega. A partir de 50 a.C. Roma disseminou a cultura grega, apesar de ter assumido o predomínio militar e começou o período romano da Antiguidade. O helenismo foi marcado pelo rompimento de fronteiras entre países e culturas, houve sincretismo das religiões, da ciência e das culturas. Os filósofos gregos da natureza e os clássicos influenciaram novas escolas. Assim, aconteceu com a filosofia cínica, fundada em  Atenas  por Antístenes, discípulo de Sócrates,  por  volta  de 400 a.C. que dizia que a felicidade podia ser alcançada por todos, pois ela não consistia em luxúria, poder político ou boa saúde e sim em se libertar disto tudo. Surgiu, também, a filosofia estóica em Atenas por volta de 300 a.C., cujo fundador foi Zenão, que considerava as pessoas como parte de uma mesma razão universal e isto levou à idéia de um direito universalmente válido, inclusive para os escravos, e por isso, foi monista e cosmopolita. Defendeu a convivência em sociedade por política e os processos regidos pelas leis da natureza. Entre os estoicos, destacam-se imperador romano Marco Aurélio, Cícero e Sêneca. Já, pela escola dos Epicureus,

 

 

 

Escrito por Rangel às 01h48
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REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS

O livro "Mandado de Segurança" de Hely Lopes Meirelles é uma compilação de estudos sobre mandado de segurança, ação civil pública, mandado de injunção e habeas data.

Mandado de Segurança é um remédio constitucional que toda pessoa física ou jurídica, com capacidade processual e reconhecida universalmente por lei, que pode impetrar para sua proteção de direito individual ou coletivo, líquido e certo, desde que não seja amparado por Habeas Corpus ou Habeas Data, podendo ser lesado ou ameaçado por autoridade pública ou quem exerça funções públicas. Tem natureza processual de ação civil sumário especial, que delineia atos de autoridade pública nos três níveis governamentais, administração pública direta e indireta, e dos Três Poderes da República, além de órgãos que têm caráter de natureza pública, como entidade profissionais (OAB, CREA, CFM), entidades sindicais, entidades de proteção a crédito. O objeto do mandado de segurança sempre será a correção de ato ou omissão de autoridade pública, e cabe para casos de recurso administrativo, ato judicial, ato disciplinar e ato de dirigente de estabelecimento particular, Seu prazo para impetrar é de no máximo 120 dias após ato ou omissão. As partes processuais são o impetrante, impetrada autoridade pública coatora, Ministério Público e terceiro prejudicado. Há possibilidade de litisconsórcio e assistência, e a competência define-se por leis de organização judiciária, sempre levando em consideração a autoridade coatora. A inicial deve atender elementos e requisitos do Código de Processo Civil e a notificação por ato de oficial de justiça. A liminar é possível como provimento cautelar para não resultar ineficácia de decisão judicial, estando presentes o "perigo na demora" e "fumaça do bom direito". É possível suspender a liminar e a sentença em casos de recursos. No procedimento do mandado de segurança, a prestação de informações da autoridade coatora é imprescindível para decisão no mérito. Na sentença, pode-se verificar carência da ação ou procedência e sua execução é imediata com eficácia específica, caso contrário caracteriza desobediência legal. Os recursos cabíveis são recurso de ofício, apelação, agravo, recurso ordinário, embargos de declaração, recurso adesivo, incidente de uniformização da jurisprudência, recurso especial e recurso extraordinário.

Ação Popular é remédio constitucional à disposição a qualquer cidadão para obter invalidação de atos ou contratos administrativos, considerados ilegais e lesivos ao patrimônio público.

Ação Civil Pública é instrumento processual para reprimir ou impedir danos ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico, ou seja, protege interesses difuso da sociedade, tendo como autor o Ministério Público

Mandado de Injunção é remédio constitucional para quem se considerar prejudicado pela falta de norma regulamentadora, o que torna inviável exercício e proteção de direitos, liberdades e garantias constitucionais.

Habeas Data é remédio constitucional para pessoa física ou jurídica terem assegurado o conhecimento de seus registros concernentes a repartições públicas ou repartições particulares acessíveis ao público.

No final do livro, há legislação sobre mandado de segurança, mandado de injunção, Habeas Data, ação popular, ação civil pública e sobre concessão de medidas cautelares, além de súmulas do STF sobre mandado de segurança.

Para estudantes e estudiosos do direito constitucional, é ótimo para aprender e se aprofundar sobre os remédios constitucionais e sobre a ação civil pública. Totalmente, recomendável.

Escrito por Rangel às 01h41
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CONSTITUIÇÃO DISSECADA

O Curso de Direito Constitucional Positivo de José Afonso da Silva é dividido em 4 partes. A 1ª parte aborda os conceitos e princípios fundamentais, que foca o direito constitucional, que é do ramo do direito público, que interpreta, expõe e sistematiza princípios e normas fundamentais do Estado, e que por isso, é uma ciência positiva das constituições. Tem por objeto a constituição política do Estado. Seu conteúdo se classifica em positivo, comparado e geral, ou seja, concreto, analógico e concreto.  Conceitua a constituição como sistema de normas jurídicas, escritas ou costumeiras, que regula a forma do Estado, seu governo, modo de aquisição e exercício de poder, estabelecimentos de órgãos, limites de ação, direitos fundamentais e garantias, ou seja, é um conjunto de normas que organiza elementos constitutivos do Estado. A classificação das constituições é: 1. Quanto ao conteúdo (materiais e formais); 2. Quanto à forma (escritas e não escritas); 3. Quanto ao modo de elaboração (dogmáticas e históricas); 4. Quanto à origem (democráticas ou outorgadas); 5. Quanto à estabilidade (rígidas, flexíveis e semirrígidas).  Aborda-se objeto, conteúdo e elementos das constituições, sua supremacia material e formal e rigidez, que é autoridade e fundamento da ordem jurídica nacional. Consta o controle da constitucionalidade, abordando a inconstitucionalidade por ação e por omissão, e seus sistemas de controle político, jurisdicional e misto, com critérios de controle difuso e concentrado, como também, via de exceção. Na parte processual constitucional, aborda-se a ação declaratória de constitucionalidade, com devida finalidade, objeto, legitimação, competência para ação, efeitos de decisão. Na questão da emenda à constituição, aborda sua terminologia e conceito, que considera revisão, reforma e mutação constitucional, sendo o sistema brasileiro que adotou procedimento de emenda e procedimento de revisão. Assim, há o poder constituinte e reformador, e suas limitações. Quando se relata a evolução político-constitucional do Brasil, passando pelas capitanias hereditárias, governo geral, durante período colonial, vindo depois o Reino Unido de Brasil e Portugal, o Primeiro Império Monárquico que estabeleceu uma constituição imperial, período regencial e Segundo Império Monárquico, época que estabeleceu o ideal federativo. Com a organização do regime republicano, veio a Constituição de 1891, que foi considerado um período de república oligárquica, depois veio a Revolução Brasileira de 1930 e a questão social, com Getúlio Vargas, quando se estabeleceu a Constituição de 1934. Depois, com instabilidade política, veio o Estado Novo e a Constituição de 1937. Veio o período de redemocratização, após 1945, quando se promulgou a Constituição de 1946, que durou até quando veio a Revolução Militar de 1964, quando se estabeleceu a Constituição Ditatorial de 1967. Derrubado o regime da ditadura, veio a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, que até hoje perdura, com suas emendas, plebiscito que ratificou a república presidencialista e referendo do porte de armas. Delineia os princípios fundamentais constitucionais políticos e jurídicos, normas-princípios, políticas fundamentais, supremacia da constituição, constitucionalidade, legalidade, isonomia, autonomia, declaração de direitos, proteção social trabalhista e declaração de direitos sociais, proteção da família, ensino e cultura, independência da magistratura, autonomia municipal, organização e representação partidária, princípios-garantias, devido processo legal, juiz natural e contraditório.  Define-se, então, princípios de existência, forma, estrutura, tipo, que são a República Federativa do Brasil, soberania, Estado Democrático de Direito, organização da separação de poderes do Estado, organização d sociedade, que é livre organização social, convivência justa e solidariedade; quanto ao regime político, princípios de cidadania, dignidade da pessoa, pluralismo, soberania popular, representação política e participação popular direta. Quanto à prestação positiva do Estado, há princípios de independência, desenvolvimento nacional, justiça social e não discriminação. Relativos à comunidade internacional, os princípios são de independência nacional, respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana, autodeterminação dos povos, não intervenção da igualdade dos Estados, solução pacífica de conflitos, defesa da paz, repúdio ao terrorismo e ao racismo, cooperação entre os povos e integração da América Latina. Na 2ª parte do livro, aborda os direitos e garantias fundamentais, quando se aborda a declaração de direitos, por formação histórica e teoria dos direitos fundamentais do homem, com fundamentos constitucionais de direitos individuais e direitos coletivos e suas garantias. Assim, delineiam-se os direitos a: vida, privacidade, integridade física e psicológica, igualdade, liberdade (da pessoa física, de pensamento, de expressão de opinião, religiosa, expressão cultural e ação profissional).  Sistematizam-se os direitos coletivos de expressão coletiva, informação, representação coletiva, participação, consumidores, reunião e associação. Quanto ao regime de liberdades, aborda-se sua eficácia, técnica e sistemas de restrições. Delineia-se ao direito de propriedade, especificando casos de direitos autorais, de patentes (inventos, marcas industriais e empresariais), bem de família, limitações ao direito de propriedade e sua função social. Os direitos sociais são a: trabalho, garantia de emprego, condições de trabalho, salário, repouso e inatividade, proteção dos trabalhadores, dependentes do trabalhador, participação nos lucros e co-gestão, direitos coletivos dos trabalhadores, de associação sindical, negociações coletivas, contribuição sindical, pluralidade e unicidade, greve, substituição processual, participação laboral, representação na empresa, relativos à seguridade, à educação, à cultura, ambiental, da criança, adolescente e idoso. Aborda-se o direito da nacionalidade dos brasileiros natos e naturalizados, e estabelecimento de condição jurídica dos estrangeiros no Brasil. Em relação ao direito de cidadania, aborda-se o conceito de votar e ser votado, determinando direito ao sufrágio, direito de sistema e procedimento eleitoral, direitos políticos negativos, que são privação de direitos, normas de condições, perda e suspensão, bem como questão das inelegibilidades absolutas e relativas.  Aborda-se, também, os partidos políticos, delineando noção, origem, evolução, sistemas, institucionalização jurídico-constitucional, controles, função, natureza jurídica, princípios e representação política.  Em relação às garantias constitucionais, aborda-se os princípios da legalidade, legitimidade,  proteção judiciária, segurança, direito adquirido, ato jurídico perfeito, coisa julgada e os remédios constitucionais, que são direito de petição, habeas corpus, mandado de segurança (individual e coletivo), habeas data e mandado de injunção. Na 3ª parte do livro, aborda-se a organização do Estado e dos poderes, que começa abordando sobre entidades componentes da federação brasileira,  abordando a natureza da União e sua relação interna e externa como Estado, bem como seus bens, competências e poderes. Depois aborda a organização dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. No Legislativo, dispõe a respeito das atribuições, processo legislativo, estatuto e funcionamento do Congresso Nacional, Senado Federal e Câmara dos Deputados Federais. No Executivo, aborda-se a função da Presidência da República como Chefe de Estado e Chefe de Governo, a eleição, seus substitutos, perda de mandato, atribuições e responsabilidade. No Judiciário, aborda-se a questão da jurisdição, composição e competência do Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Tribunais Regionais Federais, Tribunal Superior do Trabalho, Tribunal Superior Eleitoral, Superior Tribunal Militar, com delineação a respeito dos Juizados Especiais, Justiça de Paz e estatuto da magistratura, com suas garantias funcionais e institucionais. Aborda-se as funções essenciais da Justiça,  garantindo autonomia de exercício profissional dos advogados, membros do Ministério Público e da advocacia pública, que engloba Advocacia Geral da União e Defensorias Públicas.  Depois, aborda-se sobre os Estados Federados (formação, competências, organização governamental, poderes legislativo, executivo e judiciário, e constituição estadual), municípios (autonomia, governo e câmara). Depois, sistematiza a respeito da administração pública, sua organização, conselhos (República, Defesa Nacional e Comunicação Nacional), órgãos superiores, regiões, microrregiões, áreas metropolitanas, princípios constitucionais (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência, licitação pública, prescritibilidade e responsabilidade civil) e servidores públicos (agentes administrativos, servidores civis, servidores militares). As bases constitucionais das instituições financeiros estabelecem o Sistema Tributário Nacional (disposições, limitações, discriminação) e Finanças Públicas e do Sistema Orçamentário (normas, estruturas dos orçamentos públicos, princípios orçamentários – exclusividade, programação, equilíbrio, anualidade, unidade, universalidade, legalidade, não-vinculação – elaboração de leis orçamentárias), fiscalização contábil, financeira e orçamentária  do Tribunal de Contas da União .  E depois, aborda-se a defesa do Estado e das instituições financeiras, que são Estado de Defesa e Estado de Sítio, bem como delineia as Forças Armadas (Exército, Aeronáutica e Marinha) e Segurança Pública (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil Estadual, Polícia Militar Estadual e Guardas Municipais). Na 4ª parte do livro, aborda-se a Ordem Econômica e Social, com bases constitucionais de elementos sócio-ideológicos. Da Ordem Econômica,  delineia-se a liberdade de iniciativa econômica, livre concorrência, restrições e combate ao abuso do poder econômico, princípios de integração, empresa brasileira e de capital estrangeiro, atuação estatal de domínio econômico, propriedade de meio de produção, propriedade de interesse público, recursos naturais, propriedade urbana, propriedade rural e reforma agrária e instituições de sistema financeiro nacional. Da Ordem Social, aborda-se a seguridade social (previdência, assistência social e saúde), a cultura, a educação (pública e privada),  o desporto, a ciência e tecnologia, a comunicação social, o meio ambiente, a família, a criança, o adolescente, o idoso e índio. Conclui-se que a constituição não está isenta de contradições, mas que se abre como realização do Estado Democrático de Direito, o que é um marco histórico para o exercício de direitos de cidadania, fundamentais e sociais, o que a caracteriza como Constituição Cidadã. Excelente para estudar direito constitucional para o meio acadêmico e concursos públicos. 

Escrito por Rangel às 01h45
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CONHECIMENTO GERAL DA ADMINISTRAÇÃO

O livro “Introdução à Administração” de Eunice Lacava Kwasnicka é um livro didático sobre o início de compreender a ciência da administração a fim de estruturar conhecimentos básicos a respeito. Aborda-se, inicialmente, no capítulo 1, de que administrar é um processo integrativo de atividade organizacional, que tem como função e objetivo principal de conduzir o negócio, no campo técnico de marketing, finanças, produção e recursos humanos, como algo complexo, visando eficácia e eficiência constante. Os princípios administrativos são organização, divisão do trabalho, valorização organizacional de pessoal, implementação e execução da política interligada na organização, preparação para solucionar problemas, adaptação às novas condições, grupo de objetivos gerados em cadeia, níveis hierárquicos de interação e sistema de intercâmbio interno e externo. No capítulo 2, relata a história da administração, que foca os grandes impérios da antiguidade, a idade média com sistema administrativo feudal, o renascimento que fez surgir ideias baseadas na razão e na ciência, a revolução industrial, de onde surgiu a cultura de estrutura administrativa e urbanismo, o surgimento da administração científica com Frederic Taylor, na Grã-Bretanha, no século XVIII, que teorizou princípios de padronização e planejamento modero, o trabalho de Henri Fayol, que colaborou sobre ideias gerenciais de administração e de área governamental, a burocracia teorizada por Max Weber, a evolução da teoria administrativa nas relações humanas, ciências de comportamento e pesquisa operacional. Aborda-se a questão sistêmica a respeito do sistema competitivo, ambiental e interno. Surgem as teorias racionais, humanísticas, políticas e simbólicas. No capítulo 3, aborda-se o trabalho em grupo, com suas razões e formação de grupos formais e informais, coesão, fatores, efeitos de coesão em produtividade, tensão, chefia, liderança, estilo feminino de liderar e personalidades. Depois na 2ª parte do livro, aborda-se as áreas funcionais e o ambiente organizacional, com seus componentes de ambiente externo e influências, que depois aborda a função de produção (produto, processo, produção e administração da produção), a função financeira (financiamento, investimento, distribuição de dividendos, diferentes administrações financeiras empresariais, organização financeira), a função de marketing (distribuição física, franquia, sistema de venda direta, atividades auxiliares  e desafio de serviços), a função de recursos humanos (análise da abordagem sistêmica de RH, processo de função RH, emprego, desenvolvimento, utilização, compensação, manutenção, avaliação, departamento de pessoal, organização de pessoal). Após isso, vem a 3ª parte do livro, que aborda a o processo empresarial, que são: 1) o planejamento (estratégico, tático e operacional, de médio a longo prazo, com análise de dados e planos, escolha de objetivos organizacionais, formulações, tomada de decisões, implementação e avaliação de resultados); 2) a organização (hierarquia, departamentalização funcional, por produto, por localização, por clientela, por processo periódico, paralelo e simultâneo, por objetivo, por tempo, alfabética e numérica, observando vantagens e desvantagens, estrutura e organograma); 3) a direção (autoridade, poder, responsabilidade, lealdade, centralização e descentralização, amplitude de controle, tipos de staff pessoal e de especialização e processo de comunicação); e 4) o controle (esforço sistêmico de estabelecer padrões e desempenho mediante objetivos de planejamento e feedback, com as devidas medidas de avaliação e conjunto de ações como fatores críticos de êxito, com devida inteligência defensiva, passiva e ofensiva, além de se verificar visão macroambiental, controle organizacional e operacional, de momento controlar, preventivo, contínuo e histórico, com devidos tipos de comparação e de ação corretiva, qualidades, áreas funcionais, posição no organograma e busca de controle eficiente. Depois, menciona-se administração de excelência e qualidade, no sentido de medir as políticas organizacionais, avaliar resultados objetivos, garantir produtos, serviços e recursos. Os sistemas de qualidade mais utilizados são de produção, computacional e de marketing. Na 4ª parte do livro, aborda a empresa em si, com suas formas de propriedades e de associação, seja individual, associativa, cooperativa, sociedade anônima por ações, combinações de fusão, métodos irregulares associativos, truste, companhia de matrizes e propriedade pública. Menciona-se a criação de empresas, como atos de empreendedorismo, pela concepção da ideia, estudo de viabilidade econômica e tecnológica, reunião de recursos necessários, localização física e legalização das atividades. Da expansão da empresa, há as categorias de crescimento interno e externo, como, também, puro, vertical, horizontal, agrupamento, concêntrico e de terceirização. Por fim, aborda-se o papel social das organizações, que além de buscar lucratividade, precisam fazer balanço social por questão de responsabilidade. Depois, menciona-se o futuro da administração, em relação as características das organizações futuras  sobre seu tamanho, ambiente cultural, automação e tecnologia avançada, cooperação, mudança organizacional de piramidal para retangular e descentralização.  A adaptação administrativa passará por percepção objetiva, responsabilidade pessoal e responsabilidade grupal com filosofia comportamental de realização organizacional.  O livro é bem didático e abrangente, digno de ser leitura obrigatória acadêmica na área da administração. 

Escrito por Rangel às 00h24
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Religião como Filosofia

RELIGIÃO COMO FILOSOFIA

 

O livro “Filosofia da Religião” de Urbano Ziles aborda a questão de o ser humano se abrir para o mistério de modo propositivo a fim de aceitar a autocompreensão pela religião (religação) da existência humana. No caso, Deus é uma resposta para compreender a totalidade da existência. E a filosofia da religião, busca-se indagar o transcendente e a verdade. E com tal introdução, vem o 1º capítulo, que aborda Descartes e Pascal, em relação a racionalidade moderna e a fé, pois a razão pela liberdade condiciona a confiança na desconfiança universal cartesiano, que é o procedimento conhecido por dúvida metódica, até que se tenha uma garantia absoluta de verdade, que além de demonstrável, pode ser necessário como pensamento, a compreensão de um princípio, que no caso, verifica-se em Deus, como noção de causa  e consequência da verdade objetiva.  Ao abordar Pascal, relativiza-se a certeza racional na matemática e conhecimento da verdade pela razão e coração, no sentido de que o ser humano não é isolado do mundo, mas projeto de busca incessante do infinito, o que se aposta, de modo pensante, a existência de Deus como se o ser humano almeja sua religação na certeza dessa busca. No 2º capítulo, enfatiza Kant e Hegel, em relação a racionalidade moderna e a religião, tomando a razão que impressiona categorias nos objetos para constituí-los, assim,  o conhecimento é constituído por juízos, quando se observa os fenômenos . Na metafísica, a razão busca o conhecimento da alma, do universo e de Deus como entes subjetivo, objetivo e transcendente supremo respectivamente. Hegel demonstra a existência de Deus pela história que se revela o espírito das coisas do universo. No 3º capítulo, aborda-se a racionalidade científica e a fé, quando se verifica em Wittgenstein e Popper, a filosofia como teoria da ciência, decorrente do processo do iluminismo que conduz o pensamento humano ao uso da razão, como ideal para um  método adequado de clareza e exatidão, com devida quantificação e qualificação específica da religião, que no caso, são teorias como hipóteses, que podem ser derrubas ou esclarecidas por meio da ciência empírica.  Ayer demonstra que o conceito de Deus transcende de conteúdo lógico, mas que não é absurdo afirmá-lo, ao mesmo tempo, negá-lo.  No 4º capítulo, aborda-se o ateísmo, que Feuerbach critica a relação entre pensamento e o ser como sujeito, uma vez que o pensamento é o predicado do sujeito e  provém do ser, o que torna o homem como fundamento e objeto da religião. Assim, “a consciência de Deus é a consciência que o homem tem de si mesmo”, o que faz teorizar a filosofia de considerar o homem em sua realidade concreta material. Deus, religião e imortalidade são desmoronados e o homem é concebido como unidade do eu como deus. O cristianismo é uma religião que precisa morrer para surgir a nova religião, que é o humanismo. No 5º capítulo, aborda-se o ateísmo marxista,  que na verdade é um teísmo humanista de superação da religião, uma vez que Deus é uma projeção humana de falsa consciência, que hipnotiza a superação da miséria, pelo conformismo. Quando se alcança a verdadeira consciência, o homem revoluciona e se liberta contra a opressão, fazendo surgir uma nova religião de igualdade entre seres humanos, não havendo mais opressores e oprimidos, mas uma sociedade fraterna igualitária. No 6º capítulo, aborda-se a psicanálise freudiana, que afirma que “Deus é uma ilusão infantil”, ou seja, uma neurose de fuga perante conflitos mal resolvidos na infância. No 7º capítulo, aborda-se o ateísmo niilista nietzschiano, que tem uma posição própria de nova cultura, que não seja hostil à vida, uma vez que o conceito de Deus é  inventado como processo de desvalorização do homem, o que lhe nega a prática da vida biológica. “Deus está morto” para a liberdade humana, o que possibilita a emancipação e decisão existencial própria.  Enfim, conclui-se a existência do conflito de visões religiosas a respeito da possibilidade da existência de Deus, o que por um lado afirma-se pela  verdade dogmática dos teólogos, e por outro lado, a dúvida do ceticismo dos ateus agnósticos. O livro é instigante para conhecimento e reflexão, o que exige um certo conhecimento de filosofia e teologia para sua compreensão, o que lhe rende um caráter ótimo na sua proposição.

Escrito por Rangel às 01h55
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