A crítica como método
A crítica é o objeto utilizado pelo conhecimento que estuda o ser particularizado no universo pelo uso da razão da inteligência humana, enquanto conhecível pela admissão da verdade.
Assim, “verdade” é a palavra chave do uso da crítica, objeto utilizado da metafísica e da ciência. A existência da certeza da verdade é o objetivo da inteligência em relação ao conhecimento.
E quando a certeza da verdade é totalmente conhecida, de forma incontestável e absoluta, a crítica a amolda como conhecimento da verdade fundamental, que se torna dogma, a base do dogmatismo como corrente filosófica. Defensores dessa linha foram Aristóteles e Tomás de Aquino.
Entretanto, quando se conhece a verdade com dúvida permanente e de forma universal, origina-se a corrente filosófica do ceticismo, que duvida do próprio conhecimento adquirido.
Na dúvida, surgiram correntes filosóficas metafísicas que se subdividiram em 3 pontos distintos:
· o Idealismo: defendido por Platão, Emanuel Kant, Hegel e Croce, que se posicionaram de que a certeza das coisas está no plano das idéias como verdade universal e transcendental;
· o Materialismo: defendido por Karl Marx e Engels, que fundamenta a verdade somente no materialismo histórico;
· o Realismo Crítico: que somente é admitida a adesão das idéias com o mundo material.
Com base nesses pensamentos filosóficos, a crítica se torna a base necessária e imprescindível de tudo o que se sabe de toda a ciência, bem como ferramenta da própria metafísica, que se baseia na reflexão como seu método de expressão.
Foi-se admitida a crítica como criteriologia (estudo dos critérios), bem como espitemologia (estudo do conhecimento original e adquirido) e gnoseologia (estudo da teoria do conhecimento).
A reflexão é o meio pelo qual o pensamento se aperfeiçoa sobre a coisa ou a idéia conhecida a fim de duvidar ou confirmar a existência do conhecimento.
A dúvida na reflexão transforma a verdade popular e espontânea em verdade reflexa ou verdade filosófica e verdade científica.
Assim, pode-se dizer que a reflexão sobre o conhecimento estimula a inteligência e o raciocínio que utiliza o princípio da contradição ou da dialética, que faz a dúvida afirmar ou negar o conhecimento.
E por isso, que tudo que cai no domínio da crítica, é para crivar o conhecimento como universal ou não. Há até aquele conhecimento considerado impossível de duvidá-lo, mas a crítica assim faz de modo ficcional para metodizar o conhecimento e obrigar a verdade ser certa e o resultado de possibilidade de ser ciência. Pois, se a certeza da verdade é adesão firme da inteligência daquilo que se conhece, a inteligência adere às verdades evidentes.
Da opinião à certeza, o método científico se utiliza da crítica para dar mais sentido ao campo da pesquisa do conhecimento.
A ciência, por sua vez, busca a regularidade de estudar a verificação dos fenômenos (fatos constatados), que podem ser generalizados e expressos pelo enunciado de uma lei universal para todos os seres particularizados.
Por isso, que a ciência é objetiva com sua linguagem própria e rigorosa sobre os fenômenos observados. E a matemática é utilizada para quantificação e demonstração abstrata do conhecimento em fórmulas, equações, relações e funções dos elementos considerados.
A observação e a experimentação são os meios que a ciência utiliza com seus instrumentos científicos de precisão e objetivação na percepção imediata.
A abordagem científica faz da realidade ser previsível pela observação dos fenômenos.
O método científico, então, passa pela: observação, hipótese (explicação provisória dos fenômenos observados e interpretação antecipada para ser confirmada ou não, que propõe uma solução para ser utilizada), experimentação (estudo dos fenômenos em condições determinadas pelos experimentos), generalizações (estabelecimento de relações constantes que são consideradas empíricas – inferidas pela observação de casos particulares) e leis teóricas (ou teorias propriamente ditas – que são gerais e abrangentes sob uma perspectiva mais ampla). Eistein e Newton se enquadram com suas teorias, que se tornaram leis físicas universais.
A teoria científica se torna assim uma convenção arbitrária, baseada na razão e pragmática na previsão e ação em relação aos elementos estudados relacionados.
O conceito de modelo cientifico pode ser a própria teoria científica consagrada, com base num esboço ou projeto, que compreende o fenômeno como representação e classificação, que se baseia sobre um conjunto de pressupostos sobre o objeto ou sistema.
Daí, que surge grandes duas tendências do uso da crítica no método científico:
· o Racionalismo: sistema de estudo que limita o uso da inteligência humana voltada totalmente na razão;
· o Empirisimo: sistema de estudo que limita o conhecimento pela experiência sensível, subordinada à razão.
O pretenso resultado de ambos é atingir verdades universais e eternas, que podem até ser questionadas, mas que servem de parâmetros e modelos para a convenção do conhecimento humano.
Escrito por às 02h32
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